O cigarro, o fumante, a sociedade e a democracia
Que fumar faz mal, estamos calvos de saber. Que saciar esse vicio, recentemente tornou-se mais caro, também. Quanto as discussões a respeito, já começam a ecoar melodicamente em nossas cabeças. Nossa missão (da equipe Café Polêmico) é proporcionar um ambiente saudável de debate, enfatizando condições e informações necessárias para viabilizá-lo entre nossos leitores.
O Governo brasileiro em uma tentativa medíocre de manter seca a economia no país, protegendo-a da marolinha que tem inundado ricas nações por todo mundo, reduziu o IPI de vários produtos no mercado, bondade? Prefiro interpretar como golpe de popularidade, uma vez que se impacto fosse maior, a imagem de nosso companheiro iria para o fundo do mar, e nossa economia nadaria entre peixes.
De fato, o pior item escolhido para redução do IPI foi o setor automobilístico. Pare ilustrar essa afirmação, contarei uma breve historinha.
Paulo, um amigo meu, antes analista de sistemas, está atualmente disponível para o mercado. O motivo, a marolinha. Mas Paulo, vinha planejando trocar de carro, e mesmo desempregado decidiu aproveitar a redução do IPI e tomando para si uma daquelas bíblias de boletos com dezenas de páginas. A justificativa, simples, "Se o presidente diz que essa crise não passa de uma marolinha, não tenho porque me preocupar, e de quebra aproveito os preços mais baixos para realizar um desejo!", o que é perfeitamente válido, se a crise fosse de fato, apenas uma marolinha. Resumindo, Paulo continua desempregado, teve o carro aprendido e o nome emporcalhado. E a indústria de automóveis tem uma venda a mais para estornar.
Cito então uma frase, um pouco modificada, que escutei de um de meus muitos professores a pouco tempo. "Tão previsível é que a inadimplência aumentaria com o incentivo a compra de itens supérfluos de alto custo em meio ao aumento do desemprego, quanto prever para depois do natal o aumento na quantidade de trocas de presentes nas lojas!"
Tentativa fracassada, esse dim-dim do imposto reduzido fez falta aos cofres públicos. A solução era então recuperá-lo de alguma forma a não impactar na popularidade do Governo. Solução encontrada, aumentar o preço de um item nocivo e polêmico, o cigarro. De quebra, aproveitar para justificar o aumento como política de combate ao fumo.
A idéia de combate ao fumo é ótima, se observada de um angulo pró-saúde. Mas péssima, se vista por olhos econômicos. Quer queira, que não, a indústria de fumo emprega milhares de pessoas, direta e indiretamente, e contribui com bilhões de reais para o PIB do país. Tanto, que mesmo com o aumento, as vendas não reduziram, ao contrário de itens mais essenciais, como alimentos, por exemplo, que costumam reagir mais sensivelmente ao aumento de preços mesmo sendo um item necessário a sobrevivência.
Nesse contexto, julgo: Que sacanagem! Quanta hipocrisia! Onde está a voz do povo! Fumantes unidos, jamais serão vencidos…. E o conceito de democracia? Hã? Lamentável.
De forma absolutamente particular, os fumantes folgados me irritam, aquele pessoalzinho que não se importa dar uma tragada e soltar na cara de quem estiver passando, em qualquer que seja o lugar. Mas isso não é motivo para sair proibindo cidadãos de direitos ou inviabilizá-lo de suprir uma necessidade, em alguns casos (entenda, dependentes).
O assunto, ainda dará muito pano para manga.
Até lá, que tal apresentar sua posição a respeito? O que você tem a dizer não pode ser mais estúpido que as palavras deste mortal que vos escreve. Comente.
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antonio
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Guilherme Lepoli
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Stéfano T.Valio
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Stéfano T.Valio
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Jones Roza
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Marco Antonio
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Jones Roza
