O jovem
Advirto: Não sendo minha intenção inicial, involuntariamente o artigo que se segue tomou rumos um tanto quanto motivacionais. O que não o fez chato, a meu ver. Mas convido-lhe a lê-lo e julga-lo.
Ser jovem, significa entre outras coisas, ser diariamente testado, aprovado ou reprovado por um júri perverso e impiedoso, a sociedade. São pré-conceitos estabelecidos a fim de tornar a vida real na próxima novela das oito, porque senão essa, qual a outra finalidade teria? Impedir que as pessoas ajam como lhe convém? Impedir que sejam felizes em suas particularidades? Ou tirar-lhes o direito ao livre arbítrio, que de livre só nos dá direito a escolher entre as opções apresentadas?

Direito, conceito hoje marginalizado, por aquele grupinho irracional que quando o ônibus quebra ou atrasa, sente prazer em começar o barraco. Ou ainda pela comunidade burguesa e irritante, que se consideram os americanos do país (entenda, "Somos melhores!"). O que é um gravíssimo equivoco.
Aos olhos de Deus e do Estado, todo somos iguais, em direitos e deveres, claro, seria ótimo ser iguais também em renda e oportunidades, mas se assim fosse, graça não teria. A questão que levanto, é a forma vulgar como tratamos do assunto. Citações do tipo:"’É todo mundo fala, mas fazer que é bom, nada!" ou aquela "Não adianta, nada vai mudar!", dispensa comentários. Dou-me inclusive o direito de lhe julgar, IDIOTA!
"Juntos podemos!", "Querer é poder!", "Só dependente de você!", são clichês. Fato! Mas são nobremente verdadeiros na magnitude de sua essência. Lembra-te das palavras ditas por teu amigo em momentos difíceis, das frases inspiradoras da palestra de motivação, dos slides das apresentações de PowerPoint.
Seja diferente! Faça a diferença! "Vem pra chuva!"
Porque ser jovem é aceitar ser que seremos velhos um dia. E diremos em nosso momento de nostalgia, "Esse é meu neto, ele é o futuro da nação!".
Por fim, agradeço! E convido:
Seja mesquinho, e seja você o futuro da nação.
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Stéfano
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Jones Roza
