Governo x Poupança x Ridículo

Governo x Poupança x Ridículo
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As novas regras de tributação da poupança têm repercutido por todo o país, entre públicos de botecos e cafés requintados. Os “poupadores” transmitem medo em seu tom de voz. Medo das tais mudanças extra-enfatizadas pela imprensa, de novo. O que é absolutamente desnecessário.

Não acompanhei a fundo o assunto, pois fiquei enfadado com o tratamento dado a este pela imprensa. Ouço uma excelente rádio de noticias diariamente de manhã, na hora do almoço e no começo da noite, além disso leio diariamente um bom jornal, além de acompanhar as ultimas noticias na TV no final da noite, e incrivelmente durante todos os 7 dias da semana o assunto era citado em todos esse meios de comunicação, em todos esses horários! Assustador.

Há quem justifique que é um assunto de extrema importância, o que não considero. Diria que está mais para outro golpe de popularidade do Governo atual, que acabou saindo pela culatra. Concordo plenamente que os precisamos de mais uma reforma, além da agrária, habitacional, de transportes, e todas as outras, agora precisamos de uma reforma no sistema econômico.

Na verdade o termo adequado, acredito eu, seria “REA > Reengenharia Emergencial e Absoluta” (Seguindo os padrões de nomenclatura do governo! Nome grande para poder abreviar!).

Vamos pensar juntos:

  • O investimento na poupança precisa ser desincentivado, a fim de promover a busca por outras opções de investimentos mais rentáveis e interessantes à economia. Contribuindo, de quebra, para mudança da cultura brasileira de ser empregado, ao invés de empregador. Entretanto, como isso é possível com riscos tão grandes, rendimentos tão medíocres e o falta de conhecimento das pessoas?
  • Quanto ao financiamento imobiliário. Considerando que o $$ para esse mercado provem dos investimentos da poupança, e vamos incentivar as pessoas a não investirem nela, nada mais racional que mudar a fonte. Pra onde? Pagamos impostos para o Governo pensar nisso pra gente.

As mudanças irão afetar apenas os investimentos acima de R$ 50.000,00, justo, porém passivo de questionamento, se considerarmos a historinha da família Silva:

“A família Silva, que está poupando a 15 anos para sair do aluguel e comprar uma caixinha de papelão na sarjeta da periferia da cidade, e depois de muitas pizzas de sábado a noite que foram economizadas, e churras (entenda churrascos) aos domingos com a família que deixaram que acontecer, conseguiram acumular nesse período um montante total de R$ 62.523.57, que ficaram com medo de guardar embaixo do colchão e depositaram em um conta poupança. Pelas contas de “seu” Zé Silva faltam apenas 5 anos para conseguiriam realizar o sonho supra aguardado. Entretanto, com as novas regras do jogo, a coisa muda um pouco de figura. Pois a valor que eles retém na poupança passara a ser tributo (IR).”

Resumindo, “seu” Zé a família, vão dividir o valor em duas contas, para evitar a cobrança do imposto, continuar a poupar durante os 5 anos restantes e sorrir retardadamente com a realização do sonho da caixa própria. (“Grande manobra seu Zé! Não teria pensado em nada melhor!)

Deixando a fantasia de lado, vamos aos fatos, se esse valor retido pela família Silva durante 20 anos estive sendo depositado no mercado (entenda: gasto) seria “n” vezes melhor para a saúde econômica do nosso pais, mas a mesma proporção de vezes pior para o contribuinte, devido as abusivas taxas de juros praticadas aqui.

Amo o meu país. E quero vê-lo saltitante e enérgico, mas capitalista que sou, também amo meu dim-dim, e não vou pagar pelo conteúdo fecal de nossa administração pública quanto não se fizer valer a regra: TODOS tem direito… TODOS tem deveres, inclusive motorista políticos suicidas.

Boa semana!

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