Um Haiti que recusa ajuda
Quase duas semanas depois do terremoto que destruiu o Haiti, a situação continua muito parecida, se não idêntica.
Ajuda que tem dificuldade pra chegar. Ajuda que chega e sofre com as forças da marginalização S.A. Uma visão muito clara de como estamos preparados para situações de tamanha calamidade, que segundo meus pensamentos ignorantes no campo cientifico e da premonição passarão a acontecer com mais freqüência daqui para frente.
Mas vamos enfatizar aqui dois pontos que me incomodam demais: Um Haiti que visivelmente precisa, mas não quer ser ajudado, e a verdadeira utilidade de uma Organização da Nações Unidas que não dá conta nem de proteger, nem ajudar quando preciso.
Primeiro o Haiti que não quer ser ajudado.
Ao tentar entender essa afirmação não pense que estou generalizando e sendo extremista, não é isso, quando digo “o Haiti” estou me referindo aquela turminha que desfila pelas ruas do país portando pesado armamento bélico e de vez em quando pratica tiro ao alvo em irmãos de pátria e vizinhos solidários.
O que acontece é que esses infelizes estão, e sempre, atrapalharam as tentativas de ajuda ao Haiti. País deles! E no cenário atual, de como eles mesmo chama, “catástrofe” os caras ficam enchendo o saco e novamente atrapalhando. Só pode ser palhaçada.
Mandamos nossos meninos pra ajudar uma nação que precisa de ajuda, e não conseguimos grandes avanços por causa de uns baderneiros revoltados com o sistema.
Pelo amor de Deus. Se é pra ser revoltado, que seja de forma inteligente. Afinal, ao menos no meu leigo ponto de vista de colunista de um blog pouco acessado, recusar ajuda não é nada racional.
Iae? O que fazer?
Prender não dá, dá? Não! Precisamos nos concentrar na ajuda as vitimas que realmente precisam. Matar? Claro, e desencadear a guerra interna, muito racional. A sei lá o que fazer, mas continuar a sacrificar nossos meninos não dá. Ai entra em ação, pelo menos deveria entrar, as autoridades da ONU, que existe pra isso? Não é?
E por fim, pra que mesmo existe a ONU?
Bom, dizem que a idéia matriz é servir de organização mundial neutra, apaziguadora, blábláblá. Era pra ser o órgão master top advanced plus premium, aquele que dá a última palavra. Só em sonhos!
Ou nas palavras bonitas e políticas: “A Organização das Nações Unidas é uma instituição internacional formada por 192 Estados soberanos, fundada após a 2ª Guerra Mundial,
para manter a paz e a segurança no mundo, fomentar relações cordiais entre as nações, promover progresso social, melhores padrões de vida e direitos humanos”
Lindo. But….
Um exemplo clássico, todos nos lembramos quando os USA decidiram invadir o Iraque?
Deve ter sido um dialogo mais ou menos assim:
USA: ONU, estou pensando em invadir o Iraque.
ONU: Ficou maluco USA? Isso é inaceitável! Você não vai invadir o Iraque.
USA: Ok ONU. Começamos segunda feira.
ONU: [silêncio].
USA: (já saindo da sala, depois de dar as costas para ONU) Ah… a propósito, aproveitando que estou aqui, terei de poluir um pouco mais esse ano para recuperar o impacto da crise! Então nem pense em tentar repetir aquela história do de Kyoto ok? Té mais…
Alguém consegue me explicar então, a finalidade de um órgão que se quer consegue formar um exercito internacional próprio?
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Em tempo I: “O Café Polêmico é plenamente solidário as vitimas da catástrofe que destruiu o Haiti, da mesma forma que seria com qualquer outro ser humano, em qualquer lugar do mundo. As criticas contidas nesse post referem-se à má organização e despreparo no atendimento a essas vitimas e ao comportamento humano em algumas situações”
Em tempo II: “Da mesma forma, as criticas a postura do governo norte americano e ONU não devem ser compreendidas como ofensivas ou preconceituosas, pelo contrario. Refletem a opinião do autor sobre questões única e exclusivamente políticas e comportamentais”
